quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Boletim do Tempo
Hoje o tempo está um pouco nublado, mas talvez saia um solzinho daqui a pouco.
O que está pegando é o tema morte.
É importante manter a memória dos mortos, não se deve esquecer daqueles que são as nossas origens, daqueles que contribuíram para a nossa História, pois todos aqueles que conhecemos contribuíram de alguma forma para o nosso fenômeno.
Todos os seres humanos que passaram pela existência ajudaram a construir este mundo do jeito que ele é.
Apagar sua memória, esquecer sua existência, seria negar nossas origens, ignorar o legado que eles nos deixaram, empobrecer enfim.
O sepultamento, ou a despedida dos mortos seja qual for a forma como é feita, é importante para marcar a memória, e para que os vivos possam dar o passo adiante na vida sem aquela pessoa.
E ao contrário do que algumas pessoas acreditam, há animais que reverenciam seus mortos, como os elefantes, que possuem "cemitérios", e costumam prantear seus mortos.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Previsão do tempo
O que está pegando hoje é o discurso da autora de Harry Potter, J.K.Rowling (sou fã), que eu li. Ela foi convidada para dar o discurso de encerramento de graduação em Harvard (!). O texto está em inglês, então não entendi tudo, mas fiquei emocionada com o pouco que entendi. Segue o link: http://harvardmagazine.com/go/jkrowling.html
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Confusão de Homônimo
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sobre a lei seca
Eu não sou nem contra nem a favor da lei seca, muito pelo contrário. Mas eu sou contra tentativa de manipulação de opinião. A mensagem exagerada é com certeza fruto da ira de quem está muito acostumado a dirigir depois de beber (conheço vários), e que agora viu seu costume ameaçado.
A mensagem chama a lei de "estupidez" e "moralista". Com exagero, diz que vai tornar o país mais "xiita" e "corrupto".
Para provar sua teoria, o autor da mensagem imagina cenas de corrupção onde a pessoa embriagada, aliás, o "cidadão que bebeu duas taças de vinho em um jantar" pagaria mil reais ao policial para se livrar do aborrecimento de ser detido, acreditando que esta é a prova de que o país vai se tornar mais corrupto depois da lei.
Seguindo esta linha de pensamento, cada vez que se criasse uma nova lei o país se tornaria mais corrupto, pois sempre as pessoas atingidas tentarão se livrar do cerceamento que toda lei causa. Desta forma, pelo modo de pensar do autor da mensagem as leis, ao invés de ordem, seriam causadoras de desordem.
Em outro argumento, cita "os limites em vigor em países como Canadá e Estados Unidos", que supostamente seriam de 8 dg por litro, para justificar sua afirmativa de que a lei é moralista. Porém, omite os limites estabelecidos em países europeus, equivalentes aos da nova lei brasileira.
Bom, como eu disse antes, não sou a favor da lei, só não gostei do tom exagerado da mensagem.
Não viaja!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Castanha do Pará
O fim da picada desta semana é a Castanha do Pará. Imaginem que eu estava assistindo um documentário sobre a castanheira no Discovery Channel (sim, aprendendo sobre nós - com eles). Muito bem. Eles chamam a castanha do pará de brazilian nut (castanha brasileira). Até aí tudo bem, nenhum problema, nomes variam mesmo.
Mas só que o narrador brasileiro, aqueles que falam em cima do narrador original, de modo que você ouve as duas vozes, chamava a castanha de castanha do Brasil. Que castanha do Brasil? Por acaso não estamos no Brasil? Por acaso você não é brasileiro, pô? Quem foi a anta que traduziu essa p...?
terça-feira, 13 de maio de 2008
Docente bom é docente dando aula
Aqui onde eu trabalho tem duas categorias de funcionários. Tem os docentes e os não docentes (isso é até meio engraçado). Mas o interessante é a diferença de classificação das pessoas. Docentes são classe A e funcionários são classe B. Eu pertenço à segunda classe.
Os docentes têm os melhores salários, os maiores cargos de gestão, a melhor carreira, regime de trabalho diferenciado, e além disso tudo têm todo o tipo de privilégios dentro da instituição. Qualquer docente manda em qualquer funcionário, em qualquer circunstância.
Eles pensam que nenhum funcionário é inteligente, nem culto. Pelo menos não tanto quanto eles. É claro que nem todos pensam assim. Pensam apenas que é preciso manter a hegemonia dos docentes, para garantir a manutenção dos privilégios.
Bem, docentes pensarem assim tudo bem, eles estão no poder há tempos e é natural que queiram se manter. Afinal de contas eles são pessoas normais.
Já os funcionários têm que ter consciência de sua condição e de seu valor.
Só que está cheio de funcionário que também acha que os docentes têm que decidir tudo aqui dentro. Para mim, docente bom é docente na sala de aula e no laboratório. Deixem a gestão para os funcionários.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
A bruxa do 71 e o cumprimento da Lei
Você já viu como se fazem as salsichas? Todo mundo que já viu parou de comer, sério. Eles moem tudo o que é sobra do porco. Vai osso, vai pele, de tudo! E vai jornal também! Quem viu fazer nunca mais come, ou pelo menos demora muitos anos para esquecer.
E lei? Lei é que nem salsicha. Algumas pessoas desempregadas e sem perspectiva, mas com alguma fama, como esportistas depois dos 35, artistas sem talento, pessoas comuns que já tiveram os seus 5 minutos de fama, pastores de igreja evangélica e outros, assim como verdadeiros (raros) políticos, que realmente têm vocação para a carreira legislativa e senso de comunidade, candidatam-se a um cargo legislativo, a maioria pensando no emprego público que paga bem e exige pouco. Pensam em outras coisas também, como o poder e os favores financeiros que esses cargos podem render. O povo, desinteressado e sem saber direito para que servem os vereadores, deputados e senadores, votam, muitas vezes, nos piores tipos. E é a eles que cabe elaborar as leis, e votar em plenário nas leis que entenderem que devam ser implantadas. Já viu né? O que não falta é lei para defender interesses particulares. E todo mundo tem que obedecer.
Quem faz as leis são as classes A e B. Classes C e D só servem para colocar os caras lá. Os interesses que são defendidos não são os dos eleitores. Eu sei o que você está pensando. Mas você está errado(a). Este país é para ser uma democracia.
Tem uma bruaca lá na praia do Bonete em Ubatuba, uma socióloga (na verdade ela fez Filosofia na USP como eu), que já foi uma universitária hippie e que agora é uma dondoca recalcada que quer a praia só para ela. Ela se apóia na lei para proibir a gente de acampar na praia (ou seja, fica ligando que nem uma histérica para a prefeitura de Ubatuba para os fiscais virem intimar os campistas).
Para isso que serve a Lei. Para garantir que a burguesia não vai ter a vista do mar obstruída pelas barracas dos campistas, entre outras coisas do gênero.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Vergonha Nacional
Este foi o segundo julgamento de Vitalmiro Moura, o Bida, condenado em maio do ano passado a 30 anos de reclusão. O fazendeiro, que estava preso desde 2005, foi libertado após o resultado do julgamento. Foi fundamental na absolvição do fazendeiro a mudança no depoimento de Amair Feijoli da Cunha, o Tato, que parece que levou R$ 100.000,00 para isso.
O promotor informou que vai fundamentar recurso alegando que o resultado do julgamento foi contrário às provas dos autos, que apontavam Bida como mandante do crime.
Não tenho nem palavras. Aliás, nem preciso, pois o Vital Farias disse tudo o que eu queria e muito mais, na música Saga da Amazônia. Segue a letra:
Saga da Amazônia
Vital Farias
Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d'água as Iaras, caboclos, lendas e mágoas
e os rios puxando as águas
Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar
eu garanto, meu amigo, que o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar
e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar?
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nana tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:
Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez a floresta na Linha do Equador...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
O Medo
Vamos ter mais coragem aí, gente!
Com ou sem crase?
Outro dia me envolvi numa polêmica com um professor daqui. Mas era um professor da Medicina. Quando mandei uma mensagem divulgando cursos à distância, ele me corrigiu, mandando um e-mail dizendo que "à distância" não tem crase.
É claro que eu havia pesquisado antes de colocar aquela crase.
Eu já tinha, inclusive, disparado e-mails para o Departamento de Letras da FFLCH e até para a Academia Brasileira de Letras, para tentar defender o meu direito de colocar crase em "Ensino à Distância".
Acontece o seguinte: em todas as gramáticas que consultei são indicadas como corretas as duas formas de grafia, com e sem a crase. Eu gosto de usar a crase, acho mais bonito. E acho que sem a crase fica vazio, e um pouco ambígüo.
Eis as respostas que obtive, da professora da FFLCH e da ABL:
"Cara Luciana,
Veja a seguinte explicação retirada da "Gramática de usos do português", (Maria Helena Moura Neves, ed. da UNESP, 2000, p. 619):
"O sintagma 'A distância' constrói-se, em princípio, sem artigo antes do nome, embora ocorra também com o artigo:
Os dois irmãos de Carlos se mantinham a distância, de olhos baixos, como se não me tivessem visto.
Geraldo tinha requintada perícia em seguir a distância.
E a primeira coisa que avultava, a distância, era justamente o retrato.
Mesmo à distância, papai percebeu o que estava acontecendo.
Andamos mais um pouco até que pude ver o que já entrevira à distância.
Como vê, a autora abre as duas possibilidades, embora considere o uso sem a crase como preferencial.
Atenciosamente..."
(omiti o nome da professora por mera discrição)
A Academia Brasileira de Letras respondeu ao meu apelo com a seguinte mensagem:
"Resposta : Tanto o Grande Manual de Ortografia Globo (Luft) quanto o Aurélio XXI indicam, expressamente, a dupla possibilidade da grafia em casos como ensino a ou à distância e outras locuções femininas, mesmo não havendo os dois aa (preposição artigo): à mão, à chave. Mas há quem faça a diferença: ensino a distância (sem especificação da distância) e moro à distância de dois km da cidade (com especificação)."
Há quem faça a diferença.
Mandei essas respostas para o professor da Medicina (cujo nome também omito por discrição), mas ele ainda não está convencido. Ele acha que, já que há quem faça a diferença, eu devo fazer também. Ele acha também que, se o jornal o Estado de São Paulo não usa, eu também não posso usar. Acontece que eu acho que os jornalistas não são parâmetro para mim, afinal, sou graduada na FFLCH (como diz minha filha: prontofalei!), embora em Filosofia e não em Letras.
Agora, faço uma enquete com você, meu querido leitor (absolutamente ninguém): posso ou não posso escrever "ensino à distância" com crase?
terça-feira, 6 de maio de 2008
Outra palestra terrível
Confesso que já fui com um pé atrás, pois sabia que se tratava de uma palestra "motivacional" (leia-se "auto-ajuda" ou coisa parecida). Não acredito na eficácia desse tipo de palestra. A meu ver, o que motiva as pessoas são outras coisas bem mais palpáveis.
Enfim, eu fui, mas não porque quis.
O evento todo foi um desastre. O "filme" eram três: um vídeo medonho do youtube (vai o link aqui, para quem quiser conferir, depois me digam se é ou não de extremo mau gosto), um outro vídeo do youtube que não tinha nada de especial, e finalmente uma apresentação de fotos auto promocionais da pessoa que estava organizando o evento, com um fundo musical gospel totalmente inapropriado ao ambiente universitário.
A dança também era gospel.
Já a música foi uma excelente e deliciosa apresentação de chorinho, por estudantes de música daquela Universidade. Infelizmente a organizadora coroou a apresentação com a seguinte frase: "Vocês estão fazendo um excelente trabalho, vocês poderiam estar na rua se drogando e se prostituindo, mas estão aqui fazendo este excelente trabalho". Ela falou isso mesmo! Por que será? (talvez o jeito que sua cabeça limitada encontrou de tirar algum partido da única coisa decente que aconteceu no evento dela, uma vez que desconhece valor artístico).
A palestra de autoajuda foi terrível, inútil e sem foco. O palestrante aparentava estar desesperado por algum retorno da (mirrada) platéia, quase apática. Foi sofrível.
Acho lamentável ter assistido tais fatos ocorrerem em um ambiente universitário e mais ainda em uma instituição pública. Para mim foi um gasto inútil de tempo e dinheiro públicos. Os dirigentes dessa universidade deveriam prezar um pouco mais pela qualidade dos eventos que são realizados dentro de suas dependências, e mais ainda pela qualidade da formação que estão dando aos seus funcionários (ou será que estão pensando que para quem é, bacalhau basta?).
domingo, 13 de abril de 2008
Universidade pública, gratuita e de qualidade
Que a USP tem que ser pública e gratuita, isso é ponto pacífico e tem mesmo que estar à frente no estandarte. Mas a luta premente, sem dúvida, é pela manutenção da qualidade.
A privatização que está em curso agora é a do ensino. Se o povo paulista quer uma universidade gratuita, apenas para se formar de graça para entrar no mercado de trabalho, então é isso que vai acabar obtendo. Mas a USP não é só isso, sua importância é bem maior.
Lembrem-se do que aconteceu ao ensino de segundo grau. No tempo dos meus pais a elite é que estudava nos colégios públicos, que eram os melhores, de maior qualidade, enquanto que os colégios particulares eram mais fracos, para quem não podia entrar. E o que temos hoje? Um quadro terrível que dispensa comentários. Isso é o que está acontecendo com o ensino superior do país. É esse o plano deles. Transformar a USP numa sucata imprestável para os pobres poderem estudar de graça, enquanto as faculdades particulares ganham força. Isto é o que está acontecendo, e se é o que vocês querem, é o que terão.
Comportamento de um palestrante
A impressão que dá é que você está se aproveitando de uma abertura que recebeu daquele conjunto de pessoas, para tentar convencê-los de alguma coisa que é opinião pessoal sua.
Além do que, seja modesto. Se não é especialista num assunto, não o aborde, especialmente se estiver dando uma palestra...
Mais do mesmo
Ambas as notícias foram na Folha de São Paulo. Eu, acompanhando o raciocínio dessa pessoa (que não é hipotética), li apenas as manchetes, pois não sou leitora da Folha. A primeira notícia era de segunda-feira passada, e dizia que 74% da população da cidade de São Paulo é contra o pedágio urbano. A segunda notícia foi publicada no dia seguinte pelo mesmo jornal. Dizia: "Empresa se prepara para o pedágio urbano". A empresa era a Camargo Correa.
Bom, o que eu pensei na hora foi: Se o povo está contra, é porque não agüenta mais que todas as soluções para os problemas de São Paulo oneram o contribuinte, e que não agüentamos pagar mais taxas. Se a Camargo Correa está a favor, é porque está vislumbrando alguma possibilidade de lucrar com isso, e o fato de 74% da população estar contra a medida, não significa absolutamente nada para os gestores da empresa, para a Folha de São Paulo, e para os funcionários públicos que estão por trás disto.
Mas a conclusão da pessoa não foi essa. Para ele, a empresa sabe que o pedágio urbano é bom, e o povo não sabe. Que o conflito das notícias é uma prova de que o povo precisa ser instruído. Que a empresa Camargo Correa sabe o que é bom, porque é bem informada, e o povo não sabe, porque é burro.
Tenho acompanhado alguns debates sobre o trânsito, mas prefiro aqueles em que há especialistas envolvidos. Especialistas no trânsito de São Paulo são pessoas que moram em São Paulo, e que trabalham diariamente estudando o trânsito de São Paulo e suas soluções, em comparação com o de outras grandes cidades. São pessoas inteligentes e bem informadas, vinculadas à USP. Dos debates que assisti, nenhuma delas em nenhum momento defendeu o pedágio urbano.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Um mol de estrelas
Isso no nosso Universo, e se houver outros?!! Viajei!! :-)
Gastos com cartões corporativos
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Violência contra a criança
Temos feito muito pouco. Pessoas que convivem com a gente no dia-a-dia reconhecem que batem, com chinelo, até com cinto, sem o menor constrangimento. Esse tipo de comportamento é aceito pela sociedade. Tem gente que defende a violência doméstica como um jeito de educar. Até os animais têm mais defensores do que as crianças!
A partir dessa permissão, e da aceitação à violência contra a criança, chega-se a acontecimentos absurdos como esse, da Isabela, o da menina que ficou mais de um ano nas mãos de uma mulher sádica em Goiania, da outra menina que ficou presa com 20 homens no Pará, e de tantos outros, só neste ano de 2008, que se eu for relatar não vai ter espaço, além do que acho que vou começar a passar mal aqui.
Eu sou contra a mera palmada. Porque dar palmada em uma criança? Será que a criança que apanha é mais educada que as outras? Acho que não! Acho que a criança é usada como saco de pancada, para os adultos extravasarem suas fustrações.
O que precisa para as pessoas entenderem que a criança tem que ser respeitada? Acho que precisamos amadurecer muito ainda nesta questão. Para quem se interessar, no site do Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) da USP, tem bons textos sobre o assunto.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Campeão de acessos no youtube
Apesar de ter sido trilha sonora de um comercial do IPod, e mesmo contendo as palavras chaves "hot" e "sex" a enorme quantidade de acessos não se justificava, até porque o espaço de tempo era muito curto, e os comentários e avaliação do vídeo não eram tantos assim. Os acessos ao vídeo chegavam a 112 milhões de cliques.
O clipe nem havia sido feito pela banda, foi um fã italiano que fez uma montagem com cenas da banda e a música, e colocou no youtube. Com os acessos incrivelmente altos, iniciou-se uma grande especulação internet afora, e discussões que acabaram acusando o italiano de fraude e de ser um hacker. Com tudo isso ele acabou retirando o clipe do ar. "Cansei de ser atacado", disse ele.
Esta semana o youtube está lançando o "YouTube Insight", ferramenta que permite um detalhamento melhor sobre quem está acessando os vídeos.
quarta-feira, 26 de março de 2008
O Trânsito de São Paulo
Digamos que você é um prefeito de uma grande cidade, que está no final do seu mandato e ainda não fez nada de muito significativo. Como conseguir ocupar as manchetes dos jornais, já que você está de olho na reeleição?
Para começar, mande publicar as estatísticas mais escabrosas sobre algum dos grandes problemas da cidade. Para dar um exemplo pouco criativo, digamos, o trânsito. Mande publicar nos jornais notícias sobre o problema, tipo: "a cidade bate novo redorde de congestionamento" (de manhã e de tarde, diariamente), "a cidade bate recorde de registro de IPVA" e "São zilhões de carros na cidade".
Quando a população estiver bastante preocupada, quase em pânico, todo mundo nervoso, reclamando do trânsito, aí você, prefeitão, declara novas medidas para melhorar o problema.
Olha, da minha parte o trânsito está tão ruim como sempre foi. Toda essa comoção só pode ser manobra eleitoreira, fala sério.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Tabagismo x obesidade
Apenas aquele excelente filme Super Size Me, num dado momento, comenta que, nos Estados Unidos, "a epidemia de tabagismo foi substituída pela epidemia de obesidade".
Tenho notado o aumento de pessoas obesas, "coincidindo" com a drástica diminuição de fumantes.
Ao mesmo tempo, como fumante, sou assediada o tempo todo por pessoas "preocupadas com a minha saúde", sem me conhecer direito e sem o menor escrúpulo, criticar o meu hábito de fumar.
Quando estava acima do meu peso, com problemas de pressão alta, ninguém veio me falar nada sobre o mal que a obesidade poderia me causar. Eu podia ter tido um AVC, um enfarto! AAaaaah!
Outro dia, alguém aqui no corredor veio me patrulhar por causa do cigarro. Uma pessoa gorda, inchada, diabética, hipertensa, que come chocolate sem parar colocando a própria vida em risco, vem falar do cigarro pra mim! Ah, fala sério!
quinta-feira, 20 de março de 2008
As crianças de hoje em dia...
Acho que não. Acho que alguns pais, por algum motivo, seja indolência, pregüiça, falta de tempo, stress, não têm energia suficiente para convencer os filhos de mais nada. Se não conseguem convencer do coelhinho da páscoa, que dirá dos valores familiares e sociais essenciais para a sociedade, inclusive para a própria criança?
Tem uma coisa que ilustra bem esse problema, é aquela uma conversa de que as crianças de hoje são muito espertas, que dão um baile nos adultos etc. Eu não gosto muito desse tipo de conversa. Para mim, criança é criança, adulto é adulto. Não que a criança não pode ser esperta, ela pode, e é, muito! Mas os adultos têm que se colocar no seu lugar, de responsável, de educador.
Desculpa gente, criança é muito esperta, realmente, mas é inocente né! Não tem experiência! Onde esses pais acham que as crianças arrumam tanta "esperteza" para dar "baile" neles?
Eis a história:
Diz que a criança era tão esperta mas tão esperta que, quando o pai disse: "se você não obedecer, vou te bater", ela respondeu: "se você me bater, eu chamo a polícia". A criança realmente é muito esperta, mas esse pai! Tem dó! 1. ameaça que a criança está cansada de ouvir e que não se cumpre; 2. em criança não se bate, não é assim que se educa; 3. o que mais a gente pode responder para um pai sonso desses hein! Coitadas das crianças, nem elas têm paciência com esse papo de aranha.
Não agüento mais ouvir besteira
Mas eu precisava de assunto. Faz tempo que eu procuro um assunto para um blog. Hoje surgiu. Ouvi tanta merda, que resolvi fazer o blog afinal.
O nome estava disponível então... beleza!
Agora há pouco uma pessoa me parou no corredor e falou que "leu" que Honoré de Balzac morreu por ter bebido 50 mil xícaras de café! Não viaja, né!
