segunda-feira, 12 de maio de 2008

A bruxa do 71 e o cumprimento da Lei

Minha frase favorita é: "Lei é como salsicha, quem gosta é melhor não saber como são feitas".
Você já viu como se fazem as salsichas? Todo mundo que já viu parou de comer, sério. Eles moem tudo o que é sobra do porco. Vai osso, vai pele, de tudo! E vai jornal também! Quem viu fazer nunca mais come, ou pelo menos demora muitos anos para esquecer.
E lei? Lei é que nem salsicha. Algumas pessoas desempregadas e sem perspectiva, mas com alguma fama, como esportistas depois dos 35, artistas sem talento, pessoas comuns que já tiveram os seus 5 minutos de fama, pastores de igreja evangélica e outros, assim como verdadeiros (raros) políticos, que realmente têm vocação para a carreira legislativa e senso de comunidade, candidatam-se a um cargo legislativo, a maioria pensando no emprego público que paga bem e exige pouco. Pensam em outras coisas também, como o poder e os favores financeiros que esses cargos podem render. O povo, desinteressado e sem saber direito para que servem os vereadores, deputados e senadores, votam, muitas vezes, nos piores tipos. E é a eles que cabe elaborar as leis, e votar em plenário nas leis que entenderem que devam ser implantadas. Já viu né? O que não falta é lei para defender interesses particulares. E todo mundo tem que obedecer.
Quem faz as leis são as classes A e B. Classes C e D só servem para colocar os caras lá. Os interesses que são defendidos não são os dos eleitores. Eu sei o que você está pensando. Mas você está errado(a). Este país é para ser uma democracia.
Tem uma bruaca lá na praia do Bonete em Ubatuba, uma socióloga (na verdade ela fez Filosofia na USP como eu), que já foi uma universitária hippie e que agora é uma dondoca recalcada que quer a praia só para ela. Ela se apóia na lei para proibir a gente de acampar na praia (ou seja, fica ligando que nem uma histérica para a prefeitura de Ubatuba para os fiscais virem intimar os campistas).
Para isso que serve a Lei. Para garantir que a burguesia não vai ter a vista do mar obstruída pelas barracas dos campistas, entre outras coisas do gênero.

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