terça-feira, 6 de julho de 2010

Ética no Serviço Público

Se um dia você, caro leitor, assumir um cargo público de relevância, tenha em mente que é necessário ter uma postura ética.
A atuação do servidor público tem que ser muito responsável, pois o seu salário vem do dinheiro público, assim como a verba necessária para que ele exerça suas funções.
Outro dia participei de uma discussão assim: quem foi melhor dirigente, quem foi pior. Como não consegui expressar uma posição razoável durante a discussão, vou afogar minhas mágoas aqui.
As duas posições não éticas que estavam sendo discutidas, no meu ponto de vista, eram as seguintes:
A primeira é daquele que está no poder de um órgão e não tem idéia do que é ser um funcionário público e quais as suas responsabilidades éticas. Não sabe e não quer saber. Neste caso, nenhuma ação sua, mesmo que acertada, poderá ser considerada ética. A pessoa que age assim procura somente vantagens para si e seus amigos.
A segunda é daquele que tem consciência de suas obrigações enquanto pessoa pública, conhece o seu papel enquanto agente público porém procura tirar vantagens pessoais e políticas em razão de ter essa posição. Neste segundo caso, você pode ter atitudes éticas e não éticas.
Ambas as posturas são extramente nocivas ao serviço público, mas qual é pior? Eu creio que seja a primeira posição, pois nenhuma das decisões tomadas pela pessoa do primeiro caso levam em conta o interesse público, apenas o seu próprio e o de seus amigos.
Uma outra discussão que se pode ter sobre este assunto é: enquanto pessoa, enquanto ser humano, qual dos dois é uma pessoa melhor ou pior? O primeiro, por ser ignorante, pode ser considerado inocente?
Eu creio que não. A ignorância é um erro. Cabe ao ignorante se informar.